"A América Latina se deixou arruinar" e "parou de se manifestar no mundo por estar de joelhos", afirmou o presidente colombiano Gustavo Petro na terça-feira (17), ao refletir sobre o papel da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).
"A reunião da CELAC, na qual passarei a presidência, terá apenas um presidente, o que vai receber. E assim, a América Latina se deixou arruinar dessa forma (...) Ou será que não temos nada a dizer ao mundo?", disse o presidente em um evento do governo.
Petro também lamentou o adiamento da cúpula entre a América Latina e a União Europeia, pois acreditava que seria uma oportunidade para fortalecer a cooperação entre os dois continentes e permitir negociações conjuntas.
"Isso não vai acontecer. Portanto, temos diante de nós a construção da barbárie", acrescentou ele.
O presidente expressou sua preocupação com o fato de a lógica da guerra aberta. Petro lamentou que bombardeios com mísseis chegaram à América Latina e ao Caribe, e que não haja capacidade para impedir Washington de perpetrá-los.
"Milhares de toneladas de explosivos, mais potentes que a bomba atômica lançada sobre Nagasaki, caíram no Oriente Médio. Caíram na vizinha Venezuela e na Colômbia. E não foi por acaso que pescadores colombianos foram mortos. E isso está se espalhando, e agora parece que querem um conflito entre Equador e Colômbia. E assim não vamos chegar a lugar nenhum", afirmou ele.