O presidente do Equador, Daniel Noboa, classificou como "falsas" as declarações do chefe de Estado colombiano, Gustavo Petro, que denunciou em postagem na rede social X nesta terça-feira (17) que Quito estaria lançando bombas em território fronteiriço colombiano.
"Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu", escreveu Noboa em sua conta no X. O presidente equatoriano acrescentou que seu governo realiza bombardeios, com ajuda estrangeira, para combater o narcoterrorismo, um flagelo contra o qual afirma lutar "desde o primeiro dia" de seu mandato.
"Juntamente com a cooperação internacional, continuamos nessa luta, bombardeando os locais que serviam de esconderijo para esses grupos", prossegue Noboa, ressaltando que, em grande parte, esses grupos são "colombianos". Nessa linha, o presidente equatoriano culpou o governo de Petro por permitir que essas gangues "se infiltrassem" no Equador "devido à falta de vigilância em sua fronteira".
Noboa também acusou a Colômbia de dar "espaço" à família de Adolfo Macías Villamar, conhecido como 'Fito', líder da gangue criminosa Los Choneros, extraditado por Quito para os EUA em julho de 2025, que, segundo Noboa, "atravessaram a fronteira (para o país vizinho) em pleno toque de recolher nacional", deixando evidente a falta de controle por parte das forças de segurança equatorianas na região.
O que Petro disse?
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, associou ao Equador o ataque na região de fronteira, onde atuam grupos de traficantes, e pediu intervenção de Trump junto a Quito para evitar "ir a uma guerra".
Petro não esclareceu as circunstâncias do alegado ataque, mas afirmou que seu governo tem provas de que uma bomba foi lançada de um avião na região fronteiriça.
Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "tomasse medidas".
"Pedi que ele ligasse para o presidente do Equador, porque não queremos entrar em guerra", acrescentou, sem especificar a data em que fez o pedido.