
Chanceler alemão diz que 'não é possível' garantir passagem segura pelo Estreito de Ormuz

O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, propôs uma abordagem diplomática para lidar com a situação dos bloqueios no Estreito de Ormuz.
"O realismo nos obriga a reconhecer que, na situação atual, não é possível garantir a passagem segura", afirmou em uma entrevista concedida no domingo (15) ao canal televisivo local ARD.

"Em última análise, precisamos de acordos com os países do Golfo, e com alguma participação do Irã também, que permitam a retomada da passagem, e isso é necessário, isso é desejável", afirmou Wadephul.
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Wadephul acrescentou que, "se as Forças Armadas dos EUA não conseguirem garantir a segurança militarmente, é provável que as forças europeias também não consigam".
Diante desse cenário, o chanceler alemão defendeu uma mudança de estratégia que priorize a diplomacia em detrimento do envio de tropas.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
