
Irã está disposto a 'dar a vida' pela defesa de seus objetivos e interesses, afirma chanceler iraniano

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou em entrevista à Al Jazeera que seu país permanece firme e que está disposto até mesmo a "dar a vida" pela defesa de seus interesses nacionais e objetivos estratégicos.

Araghchi comentou que a guerra em que o Irã se encontra não foi ampliada por Teerã, mas que trata-se de um confronto "expansivo por natureza". O chanceler ressaltou que já haviam alertado seus aliados regionais sobre as implicações dos ataques norte-americanos, destacando que a resposta iraniana se ajusta à dinâmica própria de um conflito bélico.
O chanceler explicou que o arsenal iraniano, que inclui mísseis e drones, não tem o alcance necessário para atacar diretamente o território americano. Por isso, segundo ele, qualquer represália recai inevitavelmente sobre as bases e os ativos militares dos EUA localizados nos países vizinhos. Essa, segundo ele, é a razão pela qual os ataques iranianos ocorrem em territórios de aliados regionais e não em território americano.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
