O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu nesta terça-feira (17) retaliação contra os responsáveis pelo ataque que matou o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani.
"Sem dúvida, uma severa vingança aguarda os terroristas que mancharam suas mãos com o sangue dos oprimidos, mas sábios e firmes mártires da terra santa do Irã, durante os recentes atentados terroristas", afirmou o mandatário, citado pela agência Fars.
As declarações de Pezeshkian seguem a confirmação da morte de Larijani, morto em um ataque israelense dentro do território iraniano.
O secretário, considerado uma das poucas pessoas de confiança do aiatolá Ali Khamenei — morto na agressão americano-israelense no dia 28 de abril —, era um dos principais alvos de Washington, que o descreveu como um dos "líderes-chave do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e de seus ramos".
Larijani, sinônimo de "resistência"
Em sua mensagem, o presidente iraniano descreveu Larijani como uma figura "distinta" e "valiosa" por seus serviços e conquistas em diversos campos culturais, políticos e de segurança nacional. Ele destacou sua "benevolência, perspicácia, companheirismo e visão de futuro" durante o período em que ocupou seus cargos públicos.
"Ele se esforçou para promover a paz e a segurança na região, incentivando a empatia e fortalecendo a irmandade entre os países islâmicos. Tornou-se uma figura internacional na área de segurança e da resistência, e alvo do ódio do regime terrorista sionista", afirmou Pezeshkian.
"A perda do querido Larijani é dolorosa e lamentável, mas a perseverança do dedicado povo iraniano e a conquista da vitória final tornarão ainda mais amargo o gosto dos criminosos sionistas", concluiu.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.