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Trump critica OTAN: 'Ajudamos na Ucrânia, e eles não nos ajudam com o Irã'

O presidente afirmou que seus aliados não atenderam ao seu chamado para se unir às operações conjuntas no Oriente Médio.
Trump critica OTAN: 'Ajudamos na Ucrânia, e eles não nos ajudam com o Irã'Gettyimages.ru / Chip Somodevilla

O presidente norte-americano, Donald Trump, criticou duramente seus aliados da OTAN nesta terça-feira (17) por não apoiarem sua iniciativa de escoltar os petroleiros pelo Estreito de Ormuz, em meio à agressão dos EUA contra o Irã.

"Nós ajudamos com a Ucrânia, e eles não nos ajudam com o Irã. Todos reconhecem que o Irã não pode ter uma arma nuclear", criticou.

Ao mesmo tempo, Trump afirmou que os EUA não precisam da ajuda de seus aliados da OTAN no Estreito de Ormuz, embora tenha ressaltado que a aliança militar está cometendo "um erro muito tolo" e que a situação atual representa "um grande teste" para sua unidade.

"Não precisamos deles, mas eles deveriam estar lá", reiterou.

Anteriormente, Trump afirmou em uma publicação no Truth Social que os aliados da OTAN não querem se envolver em sua agressão contra a República Islâmica do Irã, apesar de estarem "firmemente de acordo" com suas ações.

Na semana passada, Trump propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios pelo estreito. No entanto, vários países — entre eles, aliados como Austrália, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Espanhadescartaram o envio de navios militares para a zona.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.