
Trump sobre conflito com o Irã: 'Não tenho medo de nada'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que não teme que o conflito iniciado por seu país e Israel contra o Irã se transforme em outro Vietnã.
"Não, não tenho medo; a verdade é que não tenho medo de nada", disse o mandatário.
Essa foi sua resposta após ser questionado por um dos jornalistas sobre o alerta feito pelo Irã de que, se tropas terrestres forem enviadas ao país persa, será outro Vietnã.
A Guerra do Vietnã ocorreu entre 1954 e 1975, embora os EUA tenham retirado suas tropas em 1973. Esse conflito é considerado uma das derrotas mais significativas para Washington durante a Guerra Fria.
Continuação
Trump também afirmou que os EUA ainda não estão em condições de se retirar deste conflito, iniciado no fim de fevereiro. "Ainda não estamos prontos para sair do Irã", declarou.
Acrescentou que, se Washington se retirasse neste momento, os iranianos levariam pelo menos "10 anos para reconstruir" o país.
"Ainda não estamos prontos para ir embora. Vamos nos retirar em um futuro próximo, praticamente em um futuro muito próximo", acrescentou.

Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
