O príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman mantém contato frequente com o presidente Donald Trump e o aconselha a continuar atacando o Irã com firmeza, segundo indicou reportagem do The New York Times publicada nesta segunda-feira (16).
De acordo com o jornal, o príncipe da Arábia Saudita mantém essencialmente a postura do falecido rei Abdulaziz, que em diversas ocasiões instou Washington a "cortar a cabeça da serpente", em alusão a Teerã.
Duração do conflito
Sobre possível duração do conflito, Hoshyar Zebari, ex-ministro das Relações Exteriores e ex-vice-primeiro-ministro do Iraque, afirmou ao jornal que o mais provável é que ele se estenda até a visita de Trump ao presidente chinês, Xi Jinping, em abril.
No entanto, destacou que as consequências podem ser sentidas por anos ou até décadas.
Ele também afirmou que a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, representa o "fim de uma era" na região, mas não o fim da República Islâmica do Irã, ressaltando que, embora a situação seja difícil para a nação persa, os iranianos são "resilientes". "Para eles é uma questão de vida ou morte", acrescentou.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.