Israel planeja criar uma zona de segurança ampliando sua operação terrestre no sul do Líbano, informou o portal Axios nesta sexta-feira (13), citando autoridades israelenses e norte-americanas.
"Vamos fazer o mesmo que fizemos em Gaza", disse uma autoridade do alto escalão israelense, referindo-se à demolição de edifícios que, segundo Tel Aviv, o Hezbollah utiliza para armazenar armas e lançar ataques.
O veículo destaca que esta poderia ser a maior invasão terrestre israelense no Líbano desde 2006, podendo resultar em uma ocupação prolongada do território libanês por parte de Israel.
Esta semana, o Hezbollah anunciou formalmente o início da operação "Tempestade Decisiva" contra o Estado de Israel. Desde então, o grupo militar tem lançado, em conjunto com o Irã, vários ataques contra o país hebreu.
"Antes desse ataque, estávamos preparados para um cessar-fogo no Líbano, mas depois disso não há mais volta, após uma operação dessa magnitude", declarou uma das fontes.
Por sua vez, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou nesta sexta-feira (13) que o grupo militar xiita está preparado para uma guerra prolongada, e ressaltou que "não há solução a não ser a resistência". Qassem ainda acusou Washington e Tel Aviv de promover uma destruição "horrível" e "muito perigosa" de instalações civis.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.