
Ex-presidente do Parlamento do Irã diz que líderes dos EUA estão na 'ilha de Epstein'

O ex-presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, criticou nesta sexta-feira (13) declarações do secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, sobre a liderança do Irã. O norte-americano havia afirmado que os dirigentes iranianos permanecem "entre o povo".
A reação foi publicada na rede social X após comentários de Hegseth sugerirem que a liderança iraniana estaria enfraquecida e escondida. "Sr. Hegseth! Nossos líderes estiveram, e ainda estão, entre o povo. Mas e os seus líderes? Na ilha de Epstein!", escreveu Larijani.

As declarações de Hegseth foram divulgadas pela conta "DOW Rapid Response", ligada ao Departamento de Guerra dos EUA. "A liderança do Irã não está em melhor situação; eles foram para o subsolo, acovardados. É isso que os ratos fazem", declarou Hegseth.
Segundo o secretário de Guerra, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, estaria ferido e possivelmente desfigurado. Para ele, o fato do aiatolá ter divulgado apenas um comunicado escrito, sem aparecer em vídeo ou áudio, indicaria fragilidade da liderança em Teerã.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
