
EUA buscam substituir sistema Patriot por ser 'excessivamente caro'

O embaixador dos EUA na OTAN, Matthew Whitaker, afirmou na quinta-feira (12), em entrevista, que o país trabalha para encontrar um substituto para o sistema de defesa Patriot, por considerar seu custo "excessivamente alto".
"Existem tecnologias realmente extraordinárias. Cada disparo do Patriot custa quatro milhões de dólares. Sua eficácia é de 96 a 98%. Isso é excessivamente caro, especialmente se compararmos com drones de menos de 20 mil dólares [em referência aos drones iranianos], baratos de fabricar e de produção facilmente escalável", declarou Whitaker.

Ele confirmou que os EUA já contam com "alguns laboratórios de campo" onde são realizados testes para melhorar tecnologias de defesa aérea e contramedidas contra drones iranianos. Ele destacou que muitas dessas soluções são de origem americana e estão sendo avaliadas em cenários reais, como na Ucrânia e no Oriente Médio.
Apesar de admitir os custos elevados do Patriot na ofensiva contra o Irã, Whitaker classificou a campanha americana como "um sucesso absoluto".
"Atacamos 6 mil alvos [iranianos] nos últimos seis dias. Reduzimos drasticamente tanto a capacidade deles de mísseis balísticos quanto de drones. Não conseguirão produzir nenhum no futuro, porque também destruiremos grande parte da produção. Além disso, desmontamos completamente o programa nuclear deles", garantiu.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
