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Secretário do Tesouro dos EUA: Marinha escoltará navios no Estreito de Ormuz

Scott Bessent condiciona a escolta e normalização no trecho ao "controle total dos céus" iranianos.
Secretário do Tesouro dos EUA: Marinha escoltará navios no Estreito de OrmuzGettyimages.ru / Win McNamee

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (12) que operações de escolta a navios petroleiros no Estreito de Ormuz começarão assim que for possível.

"Acredito que, assim que for militarmente possível, a Marinha dos Estados Unidos e, talvez, uma coalizão internacional, escoltarão os navios", declarou em entrevista à Sky News.

Nesse sentido, ele afirmou que, segundo análises de diferentes cenários realizadas ao longo de meses e semanas, essa é uma possibilidade quando Washington tiver "controle total dos céus".

"Assim que for possível garantir uma passagem segura, nós faremos isso", acrescentou.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.