
Como seria uma vitória do Irã? Tucker Carlson identifica cenário cada vez mais provável

O jornalista americano Tucker Carlson afirmou nesta quinta-feira (12) que o Irã teria condições de sair vitorioso do conflito no Oriente Médio caso conseguisse estabelecer domínio sobre o estreito de Ormuz.
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— RT Brasil (@rtnoticias_br) March 12, 2026
"O que seria uma vitória iraniana? Não seria as forças do Irã invadindo o Golfo Pérsico, tomando Dubai ou criando uma capital satélite em Jerusalém, isso não vai acontecer. [...] Uma vitória iraniana é muito simples: controlar o estreito de Ormuz", disse Carlson em seu podcast.
Carlson destacou que o canal possui apenas 32 quilômetros de largura, constituindo-se como um ponto estratégico de estrangulamento por onde transita aproximadamente 20% da energia mundial, incluindo petróleo e gás natural liquefeito. Ele ressaltou que diversas nações, entre elas aliados europeus e asiáticos dos EUA, além de potências como Índia e China, dependem integralmente desse fluxo energético.
"Energia cria a civilização. Sem ela, tudo para. Isso é um fato. E as energias renováveis não podem suprir essa demanda. Sinto muito", acrescentou o jornalista.
"Quem controla essa faixa de água, por onde a energia circula em navios, detém muito poder".
Até recentemente, os Estados Unidos mantinham controle efetivo sobre o estreito, avalia Carlson, apontando que uma das principais razões para a presença de numerosas bases militares americanas no Golfo Pérsico, além da proteção a Israel, consistia justamente em assegurar o fluxo energético através de Ormuz.

Contudo, o jornalista lamentou que, atualmente, os Estados Unidos não tenham conseguido garantir plenamente o trânsito de energia pela região, manifestando sua esperança para que a situação se reverta. "Mas, se o regime iraniano não for derrubado neste conflito, há grande chance de que eles assumam o controle. Quem mais, se não eles?", concluiu Carlson.
«ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO»
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
