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'Último tabu': Tucker Carlson alerta para risco nuclear contra Irã

O jornalista americano advertiu que isso "seria uma tragédia para o mundo, porque quebraria o último tabu. Realmente, o último tabu".
'Último tabu': Tucker Carlson alerta para risco nuclear contra IrãZUMA Press, Inc. / Legion-Media

O jornalista americano Tucker Carlson alertou nesta quarta-feira (11) que uma ação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã poderia marcar o início do uso de armas nucleares em conflitos modernos.

Carlson baseou sua análise no desgaste do estoque de armamentos americanos em intervenções recentes, especialmente no conflito na Ucrânia.

"Durante esse conflito [referindo-se à Ucrânia], gastamos muita munição crucial que poderia garantir a segurança de Israel agora. Mas, pelos relatos disponíveis, estamos ficando sem ela. Estamos recebendo tecnologia 'antidrones' da Ucrânia. Reparem a ironia por um momento", comentou.

O jornalista prosseguiu: "E o que isso significa? Bem, pode chegar um momento em que Israel sinta que não tem outra opção. Esperemos que não façam isso por diversão, mas, de qualquer forma, poderiam ter que recorrer a um ataque nuclear contra o Irã".

Carlson destacou as consequências desse tipo de ação: "Seria uma tragédia para o povo iraniano, a maioria inocente neste conflito. Uma tragédia para a região, que seria contaminada pela chuva radioativa. E uma tragédia para o mundo, porque se quebraria o último tabu. Realmente, o último tabu".

"O uso de armas nucleares é o último grande tabu restante. E, quando ele for rompido, sabemos pelos tabus anteriores que tudo muda muito rápido", reforçou.

O jornalista ainda alertou que cruzar essa linha poderia desencadear, rápida ou progressivamente, "uma série de trocas nucleares" capazes de dizimar grande parte da humanidade, um evento histórico sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial: o uso real de armas nucleares em combate.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.