'Quando quisermos parar': Trump evita dizer quando terminarão os ataques ao Irã

O presidente afirmou que "a maioria" das pessoas acredita que seu país já venceu o conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump evitou, em coletiva de imprensa concedida nesta quarta-feira (11), afirmar quando encerrará os bombardeios contra o Irã. Em vez disso, condicionou o encerramento das operações ao estabelecimento de um novo governo no país persa.

"O principal é que temos que vencer isso (a guerra). Eles vencerão rápido (as tropas dos EUA), mas vencerão. [...]. A maioria diz que já foi vencida. É apenas uma questão de tempo", afirmou.

"Quando vamos parar? Não queremos que isso se repita", prosseguiu. Ele acrescentou que, "idealmente", Washington gostaria de ver "alguém" à frente do governo iraniano "que saiba o que está fazendo". "Em outras palavras, alguém que possa construir um país", acrescentou.

Por outro lado, ele enfatizou que, embora o Exército dos Estados Unidos tenha capacidade para destruir infraestrutura crítica e devastar áreas densamente povoadas, como Teerã, não está interessado em fazê-lo.

Anteriormente, Trump afirmou que os EUA seriam capazes de "aniquilar" o Irã em apenas uma hora, se assim decidissem.

"Podemos atacar áreas de Teerã e outros lugares onde, se fizermos isso, será quase impossível para eles reconstruírem o país. E não queremos isso. Mas podemos atingir o sistema elétrico: poderíamos desmantelar sua capacidade elétrica em uma hora e levaria 25 anos para reconstruí-la. Portanto, idealmente, não faremos isso", afirmou.

Por sua vez, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que "a única maneira de pôr fim" à guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel "é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e estabelecer garantias internacionais firmes contra futuras agressões".

Agressões contra o Irã