O Federal Bureau of Investigation (FBI) dos EUA alertou agências policiais da Califórnia de que o Irã poderia responder a ataques americanos lançando drones contra a costa oeste do país. A informação foi divulgada pela ABC News.
O documento, distribuído no fim de fevereiro, afirma que no início daquele mês o Irã "supostamente pretendia" realizar um ataque surpresa com veículos aéreos não tripulados a partir de um navio não identificado próximo à costa americana, contra alvos não especificados na Califórnia, caso Washington bombardeasse o Irã.
A agência indicou que não possui informações adicionais sobre o "momento, método, alvo ou autores" do suposto plano.
Agressões contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.