
Reuters: Marinha dos EUA rejeita escoltar navios pelo Estreito de Ormuz por risco de ataques

A Marinha dos Estados Unidos tem rejeitado os pedidos da indústria naval para escoltar navios pelo Estreito de Ormuz quase todos os dias, já que considera que o risco de ataques continua sendo alto demais no momento, informa nesta quarta-feira (11) a agência Reuters.

A agência lembra que o presidente norte-americano, Donald Trump, havia afirmado que o país estava preparado para fornecer escoltas navais sempre que fosse necessário, a fim de retomar os fluxos regulares de petróleo por esta via estratégica.
A Marinha americana mantém reuniões informativas periódicas com representantes da indústria naval e petroleiras para avaliar a situação. Nesses encontros, os comandos navais transmitiram que, no momento, não podem oferecer escoltas enquanto o risco de ataque não for reduzido.
O Escritório de Operações Marítimas Comerciais do Reino Unido (UKMTO), que monitora incidentes de segurança em rotas estratégicas, informou nos últimos dias que vários navios mercantes foram atingidos por ataques com mísseis no Estreito de Ormuz e arredores.
"Não têm direito"
Em um comunicado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que os "agressores americanos e seus parceiros não têm direito de cruzar o Estreito de Ormuz". Segundo o texto, a via marítima está "sob a gestão inteligente" das forças navais do corpo.
Eles apontam que o navio Express Room, de propriedade vinculada a Israel e com bandeira da Libéria, foi atingido esta manhã por projéteis iranianos, depois de ignorar as advertências da Marinha da Guarda Revolucionária, e ficou detido no local.
Também afirmam que o cargueiro porta-contêineres Mayuree Naree foi atacado horas antes por desconsiderar os alertas e advertências das forças navais iranianas e insistir em cruzar o Estreito de Ormuz.

