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Irã atinge bases israelenses e americanas na região com mísseis

Ataque faz parte da operação "Promessa Verdadeira 4" e teria atingido alvos em Tel Aviv, Haifa e bases militares americanas no Oriente Médio.
Irã atinge bases israelenses e americanas na região com mísseisMostafa Alkharouf/Anadolu / Gettyimages.ru

O Irã realizou na noite desta quarta-feira (11) a 40ª onda de ataques contra bases israelenses e americanas na região do Golfo Pérsico, no âmbito da operação denominada "Promessa Verdadeira 4", informou a agência Tasnim.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) detalhou que o ataque foi resultado de uma ação conjunta das forças da Resistência Islâmica. Foram utilizados mísseis Ghadr, Emad, Kheibar Shekan e Fattah contra alvos em Tel Aviv e Haifa, assim como contra bases americanas na região, como Al-Azraq e Al-Kharj na Jordânia e Arábia Saudita, respectivamente.

Agressões contra o Irã

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.