O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou nesta quarta-feira (11) as ameaças de cortar o comércio com a Espanha. Ele afirmou que o país europeu "não está cooperando" com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em meio à escalada de agressões contra o Irã.
"Deveríamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não sei o que estão fazendo", disse o presidente em breves declarações à imprensa.
As tensões entre Washington e Madri escalaram após os EUA e Israel atacarem o Irã. Em meio à operação, a Espanha recusou o uso de suas bases militares de Rota e Morón por aviões militares norte-americanos.
A decisão provocou a irritação de Trump, que já havia criticado no passado a recusa da Espanha em destinar 5% do PIB para gastos militares da OTAN, como defendia o presidente dos EUA.
"Espanha? Acho que foram muito ruins, nada bons (...) Foram muito ruins com a OTAN. São protegidos, mas não querem pagar o que lhes corresponde", disse Trump.
Por fim, suavizou críticas para direcioná-las exclusivamente ao governo de Pedro Sánchez. "O povo espanhol é fantástico. A liderança, nem tanto", afirmou.
Escalada no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.