O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) alertou nesta quarta-feira (11) que portos civis no Irã podem se tornar alvos de ataques. Os militares americanos alegam que as estruturas estariam sendo "utilizadas para operações da marinha iraniana".
Segundo o comando militar, os novos possíveis alvos estariam ao longo do Estreito de Ormuz.
"Os EUA instam civis iranianos a evitar, imediatamente, todas as instalações portuarias onde as forças navais iranianas operam", afirma o comunicado.
O comando afirmou que o uso de infraestrutura civil para fins militares pode comprometer a proteção jurídica dessas instalações.
"O regime iraniano está usando portos civis ao longo do Estreito de Ormuz (...) Essa ação perigosa coloca em risco a vida de pessoas inocentes. Portos civis utilizados para fins militares perdem seu status de proteção e se tornam alvos militares legítimos sob o direito internacional", completa o CENTCOM.
Tratados internacionais como as convenções de Genebra de 1949 protegem civis e bens de civis, incluindo portos não utilizados para fins militares, durante conflitos armados.
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Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.