
Trump afirma que guerra no Irã terminará em breve - Axios

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em uma entrevista ao jornal Axios nesta quarta-feira (11) que a guerra com o Irã terminará "em breve", pois "não há mais nada para atacar".
Durante a breve ligação telefônica de cinco minutos, Trump afirmou que o fim das hostilidades depende exclusivamente de sua decisão, embora autoridades dos EUA e de Israel não tenham recebido qualquer diretriz interna sobre a interrupção das operações militares.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, contradisse o tom otimista ao anunciar também nesta quarta-feira que a campanha prosseguirá indefinidamente até que todos os objetivos sejam alcançados e a vitória decisiva seja conquistada.

Elogio da destruição
"Causamos mais danos do que acreditávamos ser possível", disse Trump, exaltando as agressões contra o país. O presidente teria confirmado ao jornal informações anteriores sobre a destruição de 16 embarcações iranianas lançadoras de minas marítimas no Estreito de Ormuz.
Trump voltou a responsabilizar o Irã pelo conflito, justificando a operação conjunta com Israel com a própria existência da República Islâmica.
"Eles estavam indo atrás do resto do Oriente Médio. Estão pagando pelos 47 anos de morte e destruição que causaram. Esta é a vingança. Eles não vão se safar tão facilmente", enfatizou o presidente.
Agressões contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
