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Agressores americanos e aliados não têm direito de passar pelo Estreito de Ormuz, alerta Irã

Desde o início das agressões americano-israelenses contra o Irã e as medidas retaliatórias do país, o tráfego de embarcações pela passagem marítima caiu 97%.
Agressores americanos e aliados não têm direito de passar pelo Estreito de Ormuz, alerta IrãMorteza Nikoubazl / NurPhoto / Gettyimages.ru

Os navios dos EUA e dos seus parceiros não podem atravessar o Estreito de Ormuz, declarou nesta quarta-feira (11) a Guarda Revolucionária iraniana.

"O Estreito de Ormuz está, sem dúvida, sob a inteligente gestão das corajosas forças navais. Os agressores americanos e aliados não têm o direito de atravessá-lo", diz o comunicado.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

A Guarda Revolucionária também afirmou que o navio israelense Express Rome, com bandeira liberiana, foi atingido por projéteis iranianos nesta manhã após ignorar as advertências. O porta-contêiner Mayuree Naree também teria sido interceptado por caças iranianos "após ignorar as advertências da Marinha e insistir ilegalmente em cruzar o estreito de Ormuz", acrescenta a nota.

Após as agressões americano-israelenses contra o Irã e as medidas retaliatórias do país, especialmente diante da pressão sobre a passagem marítima, o tráfego de embarcações por Ormuz caiu 97% em meio à escalada militar no Oriente Médio, provocando choques nos mercados de energia e cadeias globais de suprimento.

As Forças Armadas do Irã afirmaram na sexta-feira (6) que a passagem não seria fechada, mas que todos os navios ligados aos Estados Unidos e a Israel seriam atacados. Buscando evitar esse resultado, muitos navios estão alterando seus dados de rastreamento público para simular vínculos com a China.

Agressão contra o Irã

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.