O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não quer um confronto generalizado com os países da região, mas responderá a ataques a seu território.
As declarações foram feitas durante uma conversa telefônica com o primeiro-ministro paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, nesta quarta-feira (11), informou a imprensa iraniana.
"A República Islâmica do Irã não tem intenção de atacar ou se envolver em conflitos com países da região. Somente as bases de onde partem os ataques contra o nosso território serão alvejadas", declarou Pezeshkian.
Ele enfatizou que essas ações são "direito à autodefesa".
Escalada no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.