Os Estados Unidos eliminaram na terça-feira (10) várias embarcações iranianas lança-minas próximas ao estreito de Ormuz, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM).
"As forças americanas eliminaram múltiplos navios navais iranianos no dia 10 de março, incluindo 16 navios minadores perto do estreito de Ormuz", afirmou o comunicado. A entidade também divulgou um vídeo mostrando os ataques contra as embarcações.
No mesmo dia, o presidente americano, Donald Trump, alertou o Irã a não colocar explosivos na passagem marítima.
"Se o Irã colocou minas no estreito de Ormuz, e não temos confirmação de que tenha feito isso, queremos que as retire imediatamente!", escreveu Trump em sua rede Truth Social. Caso contrário, disse, as consequências militares para o Irã "serão de uma magnitude nunca antes vista".
O presidente ressaltou que Washington está usando a mesma tecnologia e os mesmos mísseis empregados "contra traficantes de drogas para eliminar permanentemente qualquer embarcação que tente minar o estreito de Ormuz".
"Eles receberão um tratamento rápido e contundente", concluiu.
Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.