Navios tentam se passar por chineses para atravessar Estreito de Ormuz

Além da manipulação de identificação, algumas embarcações estão adulterando seus sinais de GPS para despistar armamentos iranianos, aparecendo agrupadas em plataformas de dados de navegação.

Navios ancorados no Golfo Pérsico ou em trânsito pelo estratégico Estreito de Ormuz estão alterando seus dados de rastreamento público para simular vínculos com a China, em uma tentativa desesperada de evitar ataques iranianos, revelou recentemente o Financial Times.

Entre os navios estão tanto cargueiros quanto petroleiros, alguns deles carregados. No dia 4 de março, o navio Iron Maiden, navega sob a bandeira das Ilhas Marshall, atravessou o Estreito de Ormuz brevemente mudando seu sinal para "Proprietário Chinês" até alcançar as águas costeiras de Omã.

Já no primeiro dia do conflito, o petroleiro Bogazici, de bandeira panamenha, escolheu outra estratégia, marcando a si mesmo como "Muslim Vsl Turkish" (Navio Turco Muçulmano) durante a passagem pelo estreito, retornando ao nome original depois.

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Alguns navios também declaram ter uma "tripulação totalmente chinesa". 

"Esses parecem ser sinais de precaução, usados ​​por navios que tentam reduzir o risco de serem atacados", declarou ao jornal Ana Subasic, analista de risco comercial da Kpler, empresa proprietária do serviço de rastreamento Marine Traffic. Subasic acrescentou que isso "nem sempre indica propriedade chinesa direta".

Além da manipulação de identificação, algumas embarcações estão adulterando seus sinais de GPS para despistar armamentos iranianos, aparecendo agrupadas em plataformas de dados de navegação. No total, cerca de mil navios estão atualmente bloqueados no Golfo Pérsico e suas imediações.

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