
'Uma única bomba eliminaria Israel', diz enviado de Trump para o Oriente Médio

Steve Witkoff, enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, declarou nesta terça-feira (10), em entrevista à CNBC, que a guerra com o Irã tem caráter "existencial" para Israel, já que bastaria "uma bomba" para destruir o país judeu.
Questionado sobre se os objetivos de Washington nesse conflito coincidem com os de Tel Aviv, Witkoff respondeu afirmativamente, e acrescentou que "Israel é um país que pode ser destruído com uma única bomba". "Uma única bomba os elimina. E por isso isso é tão existencial".
Em paralelo, o alto diplomata afirmou que "provavelmente" viajará na próxima semana a Israel, junto com Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, para "coordenar" os planos da guerra contra o Irã.

Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
