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Axios: Estados Unidos pedem que Israel não ataque instalações energéticas do Irã

Washington alerta que ofensivas contra refinarias podem disparar preços globais e provocar retaliações contra países do Golfo. Donald Trump defende preservação da infraestrutura para futura cooperação estratégica.
Axios: Estados Unidos pedem que Israel não ataque instalações energéticas do IrãGettyimages.ru / Hassan Ghaedi/Anadolu

O governo dos Estados Unidos fez um pedido formal para que Israel evite atacar infraestruturas de energia e petróleo do Irã. Segundo reportagem do portal Axios publicada nesta terça-feira (10), a principal preocupação é o impacto nos preços mundiais do combustível e o risco à população civil iraniana.

A solicitação foi enviada entre as altas cúpulas dos países e também ao chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir, disseram as fontes, apontando três razões principais.

A primeira delas reside no temor de que os ataques possam prejudicar a população civil iraniana e elevar os preços do petróleo. No último sábado, ataques aéreos israelenses provocaram grandes incêndios na capital iraniana, cobrindo a cidade com uma densa nuvem de fumaça preta tóxica, o que gerou alertas sanitários urgentes.

Em segundo lugar, aponta-se a necessidade de preservar o setor petrolífero iraniano, já que o presidente americano, Donald Trump, deseja uma possível cooperação após a guerra.

Em terceiro, estaria o temor de que estes ataques possam desencadear represálias massivas iranianas contra a infraestrutura energética e petrolífera nos países do Golfo.

Agressão contra o Irã

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.