
Irã ironiza suposta escolta naval dos EUA no Estreito de Ormuz: 'Talvez no PlayStation'

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou relatos de que um petroleiro teria atravessado o Estreito de Ormuz escoltado por navios da Marinha dos Estados Unidos.
Em publicação na rede social X, Ghalibaf comentou as informações dizendo: "Um petroleiro cruzou o Estreito de Ormuz escoltado por navios da Marinha dos EUA? Talvez no PlayStation!".
Entenda:
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (10) que a Marinha dos Estados Unidos não escoltou nenhum navio pelo Estreito de Ormuz até o momento. Segundo ela, a medida só seria tomada "se necessário, no momento apropriado".

Com a declaração, Leavitt contradiz o próprio secretário de Energia do governo Donald Trump, Chris Wright, que anteriormente publicou — e depois apagou — uma postagem na rede social X afirmando que um petroleiro havia sido escoltado com sucesso pela rota.
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Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
