O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu, em uma reunião governamental sobre a situação do mercado global de energia na segunda-feira (9), que a produção de petróleo dependente do Estreito de Ormuz pode chegar a uma paralisação completa dentro de um mês.
"Já começou a diminuir, e os depósitos na região estão se enchendo de petróleo que não pode ser transportado, ou é muito difícil ou muito caro transportá-lo", alertou.
«ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO»
O conflito dos Estados Unidos e Israel com o Irã promove graves riscos para o mercado global de energia. Putin destacou que cerca de um terço das exportações mundiais de petróleo por mar passaram pelo estreito no ano passado. "São aproximadamente 14 milhões de barris por dia, e 80% disso foi para nações da Ásia e do Pacífico. Agora, essa rota está de fato fechada", afirmou.
A restauração da produção poderia levar semanas ou até meses, acrescentou Putin, ressaltando que interrupções no fornecimento de energia também impulsionam a inflação e levam ao declínio da produção industrial.
Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.