O jornalista norte-americano Tucker Carlson alertou que a agressão promovida pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã pode incentivar países de "todo o mundo" a desenvolver armas nucleares como forma de garantir sua segurança.
Em episódio de seu podcast publicado nesta segunda-feira (9), Carlson afirmou que a maioria dos ataques norte-americanos ocorre sob o "pretexto" de "preservar a ordem mundial". "Não é isso que estamos vendo agora" no Irã, disse ele. Segundo Carlson, há "alguns indícios" de que o presidente Donald Trump acreditava que o objetivo era justamente isso: impedir que o Irã tivesse armas nucleares e evitar a proliferação nuclear."
No entanto, segundo Carlson, essa agressão terá efeito contrário: "acelerará radicalmente a proliferação [de armas nucleares] no mundo todo". "A lição que se tira é clara: é melhor ter armas nucleares do que ter seu regime derrubado", completou o jornalista.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.