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Irã alerta que não permitirá a exportação de 'nem um litro' de petróleo da região para os EUA

Antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o governo estuda suspender "algumas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços".
Irã alerta que não permitirá a exportação de 'nem um litro' de petróleo da região para os EUAAnadolu / Gettyimages.ru

As Forças Armadas do Irã avisaram nesta terça-feira (10) que não vão permitir "a exportação de um único litro de petróleo da região" para os EUA nem para "seus aliados", em meio às agressões contínuas do país norte-americano e de Israel contra o país.

"As Forças Armadas da República Islâmica, diante das agressões contínuas do exército dos EUA e do regime sionista contra o povo iraniano e suas infraestruturas, não permitirão a exportação de um único litro de petróleo da região para a parte hostil e seus aliados até novo aviso", afirmou o porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, Sardar Naeini.

Ele acrescentou que os "esforços" de Washington e Tel Aviv para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás serão temporários e ineficazes, já que "o comércio em tempos de guerra depende das condições de segurança".

O preço do barril disparou com a prolongação do fechamento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Na véspera, o preço superou US$ 100 por barril, mas teve leve recuo depois que o presidente Donald Trump declarou que sua administração está disposta a suspender "algumas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços", sem detalhar quais seriam afetadas ou por quanto tempo.

Nesse contexto, o republicano afirmou que os preços do petróleo foram "artificialmente inflados" após a ação militar EUA-Israel contra o Irã, que ele chamou de "uma operação muito positiva". Trump, no entanto, reconheceu que sabia que sua decisão teria impacto nos mercados.

"Subiram provavelmente menos do que eu esperava. Mas acho que ninguém imaginava que teríamos sucesso tão rápido. Foi um sucesso militar", completou, justificando sua avaliação.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.

  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.