O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou nesta segunda-feira (9) uma nova advertência ao Irã em relação à alta dos preços do petróleo, em meio à interrupção do tráfego marítimo pelo estratégico estreito de Ormuz.
"Se o Irã fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no estreito de Ormuz, os Estados Unidos os golpearão vinte vezes mais forte do que fizeram até agora", escreveu o mandatário em sua plataforma Truth Social.
Trump alertou ainda que Washington planeja eliminar "objetivos facilmente destruíveis", que tornarão praticamente impossível que o "Irã volte a se reconstruir como nação". "A morte, o fogo e a fúria se abaterão sobre eles, mas espero e rezo para que isso não aconteça. Este é um presente dos Estados Unidos para a China e para todas as nações que utilizam intensamente o estreito de Ormuz. Esperamos que seja um gesto muito apreciado", acrescentou.
Nesta segunda-feira (9), o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) anunciou que permitirá a passagem pelo estreito de qualquer país que expulse os embaixadores dos EUA e de Israel.
O tráfego pelo estreito de Ormuz ficou quase paralisado depois que o CGRI ameaçou atacar qualquer navio que tente cruzar a via navegável que conecta o golfo Pérsico ao golfo de Omã, por onde transita cerca de um quinto dos envios globais de petróleo e gás. A medida é uma resposta à agressão realizada por forças americanas e israelenses contra a nação persa.
A escalada militar no Oriente Médio fez os preços do petróleo dispararem. Nesta segunda-feira (9), o barril de petróleo bruto mostrou uma volatilidade histórica, superando a barreira dos US$ 100 (R$ 521,33).
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.