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Trump estuda aliviar sanções ao petróleo russo para frear alta global — Reuters

Presidente dos EUA anunciou que pode suspender "certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços". Medida busca conter alta do preço do petróleo em meio à ofensiva de EUA e Israel contra o Irã.
Trump estuda aliviar sanções ao petróleo russo para frear alta global — ReutersKaveh Kazemi / Gettyimages.ru

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (9) que pode suspender "certas sanções relacionadas ao petróleo para reduzir os preços", em meio à volatilidade nos mercados.

De acordo com fontes ligadas à Casa Branca, Trump avalia flexibilizar as sanções ao petróleo russo e liberar reservas emergenciais de petróleo bruto como parte de um pacote de medidas para conter a disparada dos preços globais do petróleo em meio ao conflito com o Irã, informou a agência Reuters.

"Temos sanções contra alguns países. Vamos suspendê-las até que isso se esclareça", afirmou Trump durante uma coletiva de imprensa, sem especificar quais medidas seriam afetadas.

O anúncio do presidente dos EUA ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo, que chegou a superar os US$ 100 devido à ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Trump comentou que os preços do petróleo "foram inflados artificialmente" devido à operação militar, que classificou como "muito bem-sucedida". Além disso, afirmou que sua posição é de "manter os preços do petróleo baixos".

O Irã é um importante produtor de petróleo, e o conflito praticamente paralisou suas exportações, assim como as de outros países petrolíferos do Golfo Pérsico. Os navios que partem de suas costas precisam atravessar o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte mundial de petróleo que está parcialmente fechada.

Durante o fim de semana, os preços do petróleo atingiram um nível não visto desde junho de 2022, chegando brevemente perto de US$ 120.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.