Trump diz que ataque a escola no Irã que matou mais de 160 crianças 'está sendo investigado'

Presidente dos EUA diz que não tem detalhes suficientes sobre o ataque e afirma que aceitará as conclusões da investigação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que o ataque contra uma escola primária no sul do Irã, ocorrido em 28 de fevereiro, será investigado. Mais de 160 crianças morreram no ataque.

"Simplesmente não sei o suficiente sobre isso. Acho que é algo que, pelo que me disseram, está sendo investigado", disse o presidente ao ser questionado por um jornalista sobre suas sugestões anteriores, de que o ataque foi realizado com um míssil Tomahawk e de que foi o Irã quem bombardeou a própria escola primária.

O ataque, que destruiu parcialmente a escola primária, ocorreu ao mesmo tempo que os bombardeios contra uma base naval próxima do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI).

"Mas, como você sabe, outros também utilizam Tomahawks. Muitos outros países têm Tomahawks, eles os compram de nós. Mas, seja qual for o resultado do relatório, estou disposto a aceitá-lo", acrescentou.

O ataque ocorreu na cidade de Minab, perto do estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Segundo autoridades de saúde iranianas e meios de comunicação estatais, pelo menos 175 pessoas morreram no bombardeio contra a escola primária Shajarah Tayyebeh, sendo a maioria das vítimas crianças.

Uma análise de pesquisadores dos Estados Unidos, baseada em imagens de satélite, vídeos verificados e publicações em redes sociais, indica que o prédio da escola foi atingido por um ataque de precisão que coincidiu com uma série de bombardeios direcionados contra uma base naval próxima operada pela Guarda Revolucionária.

O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, classificou o episódio como "um enorme massacre" e "um crime de guerra". Ele também compartilhou uma imagem que mostra os túmulos das vítimas do ataque.

Posteriormente, familiares e membros da comunidade se reuniram para prestar homenagem aos mortos em uma grande procissão fúnebre, na qual também se despediram dos professores e pais que morreram junto com os estudantes.

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