
Combustíveis sobem quase 7% na Argentina após disparada do petróleo

Os combustíveis registraram aumento de quase 7% em março na Argentina, impulsionados pela forte alta do petróleo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.
O barril do Brent superou os US$ 100 — seu valor mais alto desde 2022 — após escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, informou nesta segunda-feira (9) o portal econômico do canal TN.

Segundo levantamento do site especializado Surtidores, os preços médios no país chegam a 1.777 pesos por litro para a gasolina comum (1,24 dólar), 1.947 pesos para a premium (1,36 dólar), 1.856 pesos para o diesel comum (1,29 dólar) e 2.064 pesos para o diesel euro (1,44 dólar).
O presidente e CEO da YPF, Horacio Marín, afirmou que a petrolífera estatal aplicará aumentos graduais e garantiu que a empresa "não vai provocar solavancos nos preços", apesar da volatilidade do mercado internacional.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.
