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Combustíveis sobem quase 7% na Argentina após disparada do petróleo

Alta do barril do Brent acima de US$ 100 pressiona preços da gasolina e do diesel no país em razão de conflitos no Golfo.
Combustíveis sobem quase 7% na Argentina após disparada do petróleoGettyimages.ru / Tomas Cuesta

Os combustíveis registraram aumento de quase 7% em março na Argentina, impulsionados pela forte alta do petróleo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

O barril do Brent superou os US$ 100 — seu valor mais alto desde 2022 — após escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, informou nesta segunda-feira (9) o portal econômico do canal TN.

Segundo levantamento do site especializado Surtidores, os preços médios no país chegam a 1.777 pesos por litro para a gasolina comum (1,24 dólar), 1.947 pesos para a premium (1,36 dólar), 1.856 pesos para o diesel comum (1,29 dólar) e 2.064 pesos para o diesel euro (1,44 dólar).

O presidente e CEO da YPF, Horacio Marín, afirmou que a petrolífera estatal aplicará aumentos graduais e garantiu que a empresa "não vai provocar solavancos nos preços", apesar da volatilidade do mercado internacional.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.