O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que o conflito com o Irã pode terminar em breve, segundo uma repórter da emissora CBS.
"Acho que a guerra está praticamente terminada. Eles não têm marinha, nem comunicações, nem força aérea", declarou o presidente por telefone à jornalista Weijia Jiang.
Em sua conta na rede social X, a repórter afirmou que, segundo Trump, Washington está "muito à frente" do cronograma inicialmente previsto, estimado entre quatro e cinco semanas de duração.
"Não tenho nenhuma mensagem para ele. Nenhuma, absolutamente nenhuma", disse Trump sobre o novo líder supremo do país persa, Seyed Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, assassinado no primeiro dia dos bombardeios americano-israelenses contra Teerã.
O presidente dos Estados Unidos também afirmou que tem "alguém em mente" para substituir Khamenei, sem dar mais detalhes.
Por sua vez, autoridades em Teerã afirmaram que o país está preparado para pelo menos dez anos de guerra contra os Estados Unidos.
O alto comandante e assessor do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI), o general de brigada Sardar Ebrahim Jabbari, disse em entrevista a um meio local que o país está utilizando mísseis e drones e que os depósitos militares de reserva estão "cheios e transbordando" desse tipo de armamento.
"Nós os estamos produzindo em nossos centros especializados graças aos nossos jovens corajosos e aos nossos cientistas. A produção está sendo armazenada e isso anda lado a lado com a preparação de nossas Forças Armadas", afirmou.
Guerra no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.