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Irã anuncia que irá aumentar 'ritmo e intensidade' de ataques retaliatórios

Segundo comandante da Guarda Revolucionária, país persa lançará somente mísseis com ogivas de pelo menos uma tonelada.
Irã anuncia que irá aumentar 'ritmo e intensidade' de ataques retaliatóriosGettyimages.ru / Majid

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã, Seyed Majid Mousavi, afirmou nesta segunda-feira (9) que, a partir de agora, o país "não lançará mísseis com ogivas de menos de uma tonelada".

Em uma mensagem divulgada em sua conta na rede social X, ele detalhou que "o ritmo e a intensidade dos lançamentos aumentarão", e que o alcance dos ataques será "mais amplo", em alusão a futuras operações com mísseis de maior potência e mais intensas.

Guerra no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
  • Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.