
Trump comenta a eleição de novo líder supremo do Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, expressou ao jornal americano New York Post nesta segunda-feira (9) seu descontentamento com a eleição do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.

Mojtaba, de 56 anos, é o segundo filho do falecido aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da agressão conjunta dos EUA e de Israel contra a nação persa, em 28 de fevereiro. Eleito para a posição de líder supremo, ele terá a palavra final em todos os assuntos de Estado e servirá como comandante-em-chefe das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). A mídia iraniana já descreveu Mojtaba como um "veterano ferido pelo inimigo na Guerra do Ramadã".
"Não estou satisfeito com ele", afirmou Donald Trump diante da notícia.
O presidente norte-americano afirmou que "não contaria" seus planos para Mojtaba. Anteriormente, Trump se recusou a comentar a eleição. "Veremos o que acontece", afirmou.
Contudo, ele apontou que o próximo líder do Irã "não durará muito" sem a sua aprovação, afirmandoque precisa estar pessoalmente envolvido na escolha do próximo líder do Irã, tal como esteve na Venezuela após o sequestro de Nicolás Maduro.
"Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Tenho que estar envolvido na nomeação, como estive com Delcy [Rodríguez] na Venezuela", declarou.
Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.

