Os objetivos dos ataques dos EUA contra o Irã são "claros", disse o secretário de Estado americano, Marco Rubio, nesta segunda-feira (9), enfatizando que visam destruir as capacidades militares do Irã.
Durante seu discurso na cerimônia de hasteamento da bandeira em homenagem aos reféns e detidos dos EUA, o secretário declarou que a agressão lançada contra o Irã é "uma operação com extraordinária eficiência e impacto".
"Os objetivos desta missão são claros, e é importante continuar lembrando ao povo americano por que a maior força militar da história do mundo está envolvida nesta operação", afirmou Rubio. "O objetivo é destruir a capacidade deste regime de lançar mísseis, destruindo seus mísseis e lançadores, destruindo as fábricas que produzem esses mísseis e destruindo sua marinha", explicou.
Os Estados Unidos "estão bem encaminhados para alcançar esse objetivo", segundo Rubio, que simultaneamente culpou Teerã por ameaçar e minar a estabilidade política e econômica no Oriente Médio.
Agressão contra o Irã
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
- Até o momento, o número de mortes no país persa em decorrência da agressão militar dos EUA e de Israel ultrapassou 1.300 pessoas.
- Diversos países condenaram a agressão israelense-americana contra o Irã. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia e da China, Sergey Lavrov e Wang Yi, respectivamente, descreveram os ataques contra o Irã como "inaceitáveis" em meio às negociações em curso entre Washington e Teerã.