Secretário da Guerra dos EUA sobre Oriente Médio: "Isto é apenas o começo"

Pete Hegseth fez uma série de projeções sobre a incursão de seu país na região.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse à CBS News em uma entrevista publicada no domingo (8) que a intervenção de seu país no Oriente Médio terminaria com a "rendição incondicional" do Irã, conforme exigido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Hegseth afirmou que os EUA já haviam atacado 3 mil alvos dentro da República Islâmica e alertou que chegaria o momento em que Teerã seria incapaz de revidar.

Segundo o secretário, a diretiva de Trump será cumprida " independentemente de o Irã querer admitir ou não, independentemente de seu orgulho permitir que a digam em voz alta ou não".

"Isto é guerra. Isto é conflito. Isto é colocar o inimigo de joelhos. Agora, se eles realizarem uma cerimônia na praça principal de Teerã e se renderem, isso é problema deles", declarou Hegseth. Ele acrescentou que os ataques iriam se intensificar: "Quero que os telespectadores entendam que isto é apenas o começo."

Por outro lado, ele rejeitou a ideia de que Israel tivesse arrastado os EUA para o conflito no Oriente Médio: "Sempre controlamos o acelerador, independentemente de entrarmos ou não no conflito, e, em última análise, para promover os interesses americanos e proteger vidas americanas", afirmou. Sobre a República Islâmica, acrescentou: "Eles vêm nos matando há 47, 48 anos. Eles têm ambições nucleares implacáveis."

Por fim, Hegseth não descartou um possível envio de tropas terrestres para território iraniano: "Estamos preparados para ir tão longe quanto for necessário para termos sucesso". Em relação às baixas americanas (atualmente em oito, segundo o Comando Central dos EUA), ele reconheceu que haverá mais: "O presidente estava certo ao dizer que haverá baixas. [...] Mas isso não nos enfraquece em nada. Nos fortalece e reafirma nossa determinação de que esta é uma luta que vamos vencer", concluiu.

Escalada no Oriente Médio