'Guerra química': Irã afirma que ataques de EUA e Israel entraram em nova fase

O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirma que, ao atacar os depósitos de combustível do país, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, denunciou neste domingo (8) que, como consequência dos ataques contra os depósitos de combustível do país por parte dos EUA e de Israel, os agressores provocaram a liberação de materiais perigosos e substâncias tóxicas.

"A guerra criminosa entre os Estados Unidos e Israel contra a nação iraniana entrou em uma nova fase perigosa com ataques deliberados contra a infraestrutura energética do Irã", escreveu Baghaei  no X. "Esses ataques às instalações de armazenamento de combustível equivalem nada menos que a uma guerra química intencional contra os cidadãos iranianos", condenou.

Segundo o porta-voz, com a dispersão de materiais perigosos e substâncias tóxicas no ar, estão "envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando em risco vidas em grande escala". "As consequências desta catástrofe ambiental e humanitária não se limitarão às fronteiras do Irã", alertou.

"Esses ataques constituem crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio, tudo ao mesmo tempo", enfatizou.

As declarações de Baghaei foram feitas depois que, na noite de sábado, Israel bombardeou depósitos de petróleo em território iraniano. A Crescente Vermelha iraniana instou os civis a tomarem precauções, alertando que a chuva poderia se tornar tóxica após as explosões nas instalações e advertiu que o contato com esse tipo de precipitação poderia causar queimaduras químicas na pele, bem como danos aos pulmões.

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