O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste domingo (8) que os inimigos de Teerã querem uma guerra entre a República Islâmica e seus países vizinhos.
"O inimigo interpretou mal minhas palavras, o inimigo quer que nós e os países vizinhos entremos em guerra", disse Pezeshkian em uma mensagem dirigida à nação.
Em sua mensagem, ele lembrou que, de acordo com os ensinamentos do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado na semana passada, o Irã e seus vizinhos são "irmãos" e devem procurar manter boas relações.
"O inimigo fez suposições ingênuas sobre minhas palavras. Ele quer que nós e os países vizinhos estejamos em guerra e busca criar discórdia entre nós e outros países", disse.
"Somos amigos dos países da região e eles são nossos irmãos. Devemos trabalhar juntos e não permitir que os Estados Unidos e Israel enganem os países da região para colocá-los uns contra os outros", acrescentou.
"Dentro e ao redor do país, há aqueles que têm problemas conosco, mas agora não é o momento de trazer essas diferenças à tona. Se há diferenças, devemos resolvê-las entre nós", acrescentou.
Escalada no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.