
Irã afirma que ataque de Trump já gerou gasto de US$ 100 bilhões aos EUA

A operação conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já custou cerca de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 526 bilhões) às Forças Armadas norte-americanas, afirmou neste sábado (7) o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi.
Segundo o chanceler, o valor se refere ao que ele classificou como uma "aventura de uma semana" conduzida por Washington.
"A aventura de uma semana do senhor Trump já custou US$ 100 bilhões (cerca de R$ 526 bilhões) às Forças Armadas dos Estados Unidos, além das vidas de jovens soldados. Quando os mercados reabrirem, esse custo vai aumentar e será transferido diretamente aos americanos comuns nos postos de combustível", pontuou.
Na mesma declaração, Araghchi afirmou que uma iniciativa de desescalada apresentada pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, teria sido comprometida por ações de Washington.
"O presidente Pezeshkian expressou abertura à desescalada em nossa região, desde que o espaço aéreo, o território e as águas de nossos vizinhos não sejam usados para atacar o povo iraniano".
De acordo com o ministro, a iniciativa foi rapidamente afetada. "Esse gesto aos nossos vizinhos foi praticamente anulado pelo presidente Trump."
Araghchi também acusou o governo norte-americano de interpretar de forma equivocada as capacidades e as intenções do Irã.

"Se o senhor Trump busca escalada, é exatamente para isso que nossas poderosas Forças Armadas estão preparadas há muito tempo, e é isso que ele terá. A responsabilidade por qualquer intensificação do exercício do direito de autodefesa do Irã recairá diretamente sobre a administração dos Estados Unidos."
O chanceler afirmou ainda que avaliações de inteligência dos Estados Unidos indicariam dificuldades em um confronto com o Irã.
"O próprio Conselho Nacional de Inteligência do senhor Trump, que reúne informações das 18 agências de inteligência dos Estados Unidos, determinou que uma guerra contra o Irã está destinada ao fracasso", afirmou.
Segundo Araghchi, alertas já haviam sido transmitidos a representantes norte-americanos. "Também alertei os enviados do senhor Trump de que uma guerra não melhorará sua posição de negociação. Esses avisos foram transmitidos?"
Ao final da declaração, o ministro afirmou que o eleitorado dos Estados Unidos teria escolhido reduzir o envolvimento do país em conflitos no Oriente Médio.
"O povo americano votou para encerrar o envolvimento em conflitos custosos no Oriente Médio. Em vez disso, acabou com uma administração que Netanyahu, após décadas de tentativas fracassadas, finalmente conseguiu enganar para lutar as guerras de Israel".
Escalada no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
