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Irã ataca petroleiro que ignorou suas advertências de trânsito no estreito de Ormuz

Teerã reiterou repetidamente que os navios pertencentes aos EUA, Israel, países europeus ou seus aliados estão proibidos de transitar pela região.
Irã ataca petroleiro que ignorou suas advertências de trânsito no estreito de OrmuzAP / IRGC

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) do Irã atacou, neste sábado (7), com um drone destruidor, o petroleiro comercial Prima, que ignorou as repetidas advertências das autoridades iranianas sobre o trânsito no estreito de Ormuz, conforme relatado pela agência Tasnim.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

O estreito permanece sob controle iraniano, e Teerã tem reiterado que qualquer embarcação comercial pertencente aos EUA, Israel, países europeus ou seus aliados está proibida de transitar pela região. As autoridades iranianas alertaram que, caso esses navios tentem atravessar, serão atacados.

Esta postura, segundo o Irã, é uma resposta à "agressão maliciosa dos terroristas americanos, ao martírio do líder da nação islâmica e à agressão na região do Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz".

Escalada do conflito no Oriente Médio

  • Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
  • Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
  • Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
  • Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.

  • Mais de 1.300 pessoas morreram no país persa desde o início da ofensiva de Washington e Israel. A porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, destacou que cerca de 30% dos mortos são menores de idade.