As Forças Armadas do Irã afirmaram nesta sexta-feira (6) que o Estreito de Ormuz não será fechado. Contudo, fizeram uma advertência aos navios dos Estados Unidos e de Israel em meio ao conflito armado no Oriente Médio.
"Não impediremos nenhum navio que tente passar pelo estreito, mas afirmamos que a responsabilidade pela vida, pelos equipamentos e pela segurança da embarcação recai sobre vocês", declarou um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas.
"Definitivamente atacaremos navios ligados ao regime dos EUA e ao regime sionista no Estreito de Ormuz", advertiu.
Uma via vital para o comércio
O estreito, que liga o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia e ao Oceano Índico, é um corredor vital do comércio global, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo. Por isso, a impossibilidade de navegar por suas águas tem gerado forte pressão sobre os mercados globais de energia.
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Escalada do conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.