O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, advertiu que qualquer país que se envolva ao lado dos Estados Unidos e de Israel em ações militares contra Teerã poderá se tornar alvo de retaliação iraniana.
O diplomata afirmou, em entrevista ao canal France24 nesta sexta-feira (6), que Teerã já alertou governos europeus e outros países sobre os riscos de se envolver no conflito.
"Já informamos aos europeus e a todos os demais que devem ter cuidado para não se envolverem nessa guerra de agressão contra o Irã", disse.
Takht-Ravanchi acrescentou que qualquer país que participe de operações militares contra o país poderá ser considerado um alvo legítimo para resposta iraniana.
"Se algum país se juntar à agressão contra o Irã ao lado dos Estados Unidos e de Israel, definitivamente também haverá alvos legítimos para a retaliação do Irã", assegurou.
Conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em no programa nuclear iraniano. Por sua vez, o Irã sempre defendeu o direito de desenvolver um programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.