Irã: 'Não temos intenção de fechar o Estreito de Ormuz, mas consideraremos todos os cenários'

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz permanece aberto apesar de uma queda de 90% no tráfego, segundo relatos recentes.
Em entrevista à NBC News, Araghchi esclareceu que são os navios e petroleiros que estão evitando atravessar o canal devido a preocupações com ataques "de ambos os lados".
"Não temos intenção de fechá-lo neste momento. No entanto, conforme a guerra continua, consideraremos todos os cenários", alertou.
O Chanceler enfatizou que a queda no fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz, atualmente sob controle compartilhado entre Irã e Omã, se deve às recentes hostilidades na região.
Por outro lado, quando questionado se petroleiros internacionais seriam alvos potenciais de Teerã, Araghchi disse que não. Ele também negou que eles tivessem sido ameaçados por seu país.
Conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã em 28 de fevereiro. Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.
