O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, alertou na quarta-feira (4) sobre as consequências da expansão do conflito no Oriente Médio e reiterou o apoio de Pequim às nações da região para resolver suas disputas por via diplomática, informou a CGTN.
As declarações foram feitas durante conversa por telefone com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o sheik Abdullah bin Zayed al Nahyan.
Wang reafirmou a posição da China sobre a situação atual no Irã e destacou que os "efeitos colaterais" do conflito não beneficiam nenhuma das partes e apenas prejudicam os povos da região. Ele também ressaltou que a "linha vermelha" da proteção de civis em conflitos não deve ser ultrapassada e que alvos não militares não devem ser atacados, ao mesmo tempo em que insistiu na necessidade de garantir a segurança das rotas marítimas.
O sheik Abdullah explicou a posição dos EAU, salientando que seu país não faz parte do conflito nem participou no mesmo e, por isso, não deveria ser alvo de ataques ilegais. Além disso, expressou o apreço de seu governo pela posição "objetiva e imparcial" de Pequim, e manifestou seu desejo de continuar contribuindo para evitar uma maior escalada das tensões.
Escalada do conflito no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.