China alerta para 'efeitos colaterais' do conflito no Oriente Médio

Durante ligação com chanceler dos Emirados Árabes Unidos, o ministro das Relações Exteriores chinês reiterou a posição de Pequim a favor de uma resolução diplomática das hostilidades iniciadas por EUA e Israel.

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, alertou na quarta-feira (4) sobre as consequências da expansão do conflito no Oriente Médio e reiterou o apoio de Pequim às nações da região para resolver suas disputas por via diplomática, informou a CGTN.

As declarações foram feitas durante conversa por telefone com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos (EAU), o sheik Abdullah bin Zayed al Nahyan.

Wang reafirmou a posição da China sobre a situação atual no Irã e destacou que os "efeitos colaterais" do conflito não beneficiam nenhuma das partes e apenas prejudicam os povos da região. Ele também ressaltou que a "linha vermelha" da proteção de civis em conflitos não deve ser ultrapassada e que alvos não militares não devem ser atacados, ao mesmo tempo em que insistiu na necessidade de garantir a segurança das rotas marítimas.

O sheik Abdullah explicou a posição dos EAU, salientando que seu país não faz parte do conflito nem participou no mesmo e, por isso, não deveria ser alvo de ataques ilegais. Além disso, expressou o apreço de seu governo pela posição "objetiva e imparcial" de Pequim, e manifestou seu desejo de continuar contribuindo para evitar uma maior escalada das tensões.

Escalada do conflito no Oriente Médio