Os preços do petróleo registraram um forte aumento nesta terça-feira (3) impulsionados pela escalada do conflito que opõe os Estados Unidos e Israel ao Irã no Oriente Médio e que ameaça cada vez mais a infraestrutura energética regional.
Os futuros do petróleo Brent, referência internacional, subiram quase 9%, sendo negociados acima de US$ 85 por barril na abertura dos mercados. Paralelamente, os futuros do West Texas Intermediate (WTI), o petróleo americano, aumentaram mais de 6%, se estabilizando em torno de US$ 77 (cerca de R$ 400) por barril.
O Brent atingiu seu maior nível desde janeiro de 2025, enquanto que o WTI apresentou máximos semelhantes aos registrados durante o conflito entre Israel e Irã em julho de 2025, durante a chamada Guerra dos 12 Dias. Este aumento mais uma vez ocorre no contexto da agressão lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã que teve início no sábado (28), à qual Teerã respondeu com mísseis contra ativos militares e infraestruturas americanas nos Estados do Golfo, como Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
O aumento também é consequência do bloqueio do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, um corredor vital por onde passa cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.
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Crise energética na Europa
O conflito também afetou o custo da energia no continente europeu, onde o preço do gás natural ultrapassou pela primeira vez desde janeiro de 2023 os US$ 700 por km³ após um aumento de 31,8% nesta terça-feira (3). Enquanto isso, no Reino Unido, os preços subiram 93% em uma semana, atingindo seu maior valor em mais de três anos.
Os riscos são agravados pelos estoques relativamente baixos de gás natural na União Europeia, atualmente abaixo de 31%, em comparação com 40% no mesmo período do ano passado.
Escalada no Oriente Médio
- Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no sábado (28). Explosões ocorreram em diversas áreas de Teerã e houve relatos de impactos de mísseis. Posteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o envolvimento do país na ofensiva: "Bombas cairão por toda parte".
- Os ataques ocorrem após reiteradas ameaças de Washington e Tel Aviv de intervir no país, insistindo em mudanças em seu programa nuclear. Por sua vez, o Irã sempre defendeu seu direito de desenvolver seu programa de forma pacífica.
- Durante a operação conjunta entre os EUA e Israel contra o Irã, o Líder Supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto, assim como altos oficiais do governo iraniano.
Em resposta, o Irã lançou várias ondas de mísseis balísticos contra Israel, bem como contra bases americanas localizadas em países do Oriente Médio.