China exige fim das hostilidades: 'Irã sempre afirmou que não pretendia construir armas nucleares'

O Ministério das Relações Exteriores da China instou as partes a retomarem o diálogo e as negociações sobre a questão nuclear iraniana o mais rápido possível.

Pequim pede o fim imediato da agressão militar de EUA e Israel contra o Irã e a retomada do diálogo e das negociações sobre a questão nuclear persa o mais rápido possível, declarou nesta terça-feira (3) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning.

A porta-voz sublinhou que o "ataque dos EUA contra o Irã durante o processo de negociação viola o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais, o que provocou uma escalada repentina da situação no Oriente Médio".

"A China respeita o direito legítimo do Irã ao uso pacífico da energia nuclear"

Ela indicou que Pequim tem defendido reiteradamente uma solução pacífica para a questão nuclear da República Islâmica por meio do diálogo e da negociação, acrescentando que a China "respeita o direito legítimo do Irã ao uso pacífico da energia nuclear".

A porta-voz acrescentou que Teerã declarou em várias ocasiões que seu programa nuclear tem fins pacíficos. "Observamos que o Irã reiterou repetidamente que não tem intenção de desenvolver armas nucleares e recentemente manteve negociações sérias e sinceras com os Estados Unidos", enfatizou.

Mao sublinhou também que a questão nuclear iraniana deve, em última instância, voltar à via da resolução política e diplomática. "Exigimos a cessação imediata das ações militares, a rápida retomada das negociações e a manutenção do sistema internacional de não proliferação nuclear, bem como a paz e a estabilidade no Oriente Médio e no mundo", concluiu.

Conflito no Oriente Médio